domingo, 8 de junho de 2014

Preconceito



Ola, hoje vim falar sobre o preconceito, na verdade vim falar sobre como uma criança acaba com o
preconceito, não importa se é filho adotado ou biológico. Há  preconceito de pele, rejeição, rejeição por parte dos avós, nossa como tem avós que não aceitam a adoção, como tem pais que dizem aos filhos, que filhos adotados não serão netos deles, mas não importa, o casal tem que ir para a adoção mesmo assim, digo por experiência própria, minha mãe não aceitou, mas a decisão é do casal, a vida é do casal, que sente a falta de filhos, quem quer alguém para amar, cuidar, educar é o casal, nossos pais já fizeram isso, porque vamos deixar de nos realizar enquanto pessoa por conta deles, sinto muito, vamos a luta, quando nossos filhos chegarem, se eles aceitarem ótimo, se não aceitarem, serão  filhos mesmo assim,  e quando o casal vai lá como nós fizemos e pedem um filho, e eles vem e oferecem dois, como no depoimento da Kelle, e o casal aceita e ama, e quanto o casal assim como nós pede cor branca ou parda, e chega uma café com leite, o casal busca e  ama, como meus primos fizeram, de repente pais, avos tinham preconceitos, mas é uma criança, um anjo, Deus escolheu, esta é a forma que vocês serão pais, sem barriga, sem sangue, sem cor de pele, sem idade, nossa fico emocionada de pensar nisso, digo para minhas amigas que fui escolhida por Deus, a responsabilidade nossa é muito maior, iremos buscar um filho, que vai chegar pronto cheio de amor, não veio de uma gravidez nossa, mas virá de alguém que não tinha o amor para oferecer para esta criança, e Deus esta acreditando em nós, acredita que eu e meu esposo tem tanto amor para dar, que podemos amar com a alma!!
até

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Surpresa



Uma gestação em cinco dias...


14 de agosto de 2012! Foi nesse dia que recebemos a ligação que iria mudar nossas vidas... p/ melhor é claro! Era a assistente social dizendo que haviam dois meninos para serem adotados e a justiça tentava não separá-los por serem irmãozinhos. O mais velho estava com 1 ano e três meses e o mais novo c/ apenas 3 meses de vida... e a assistente social nos deu 1 dia p/ respondermos se queríamos ou não. Ficamos assustados, pois sempre ouvimos falar que o processo p/ adoção demorava anos, e nós havíamos entrado c/ os papéis a menos de um ano e o nosso nome havia sido incluso no cadastro nacional de adoção a menos de um mês! Mesmo querendo muito dizer sim, aquela noite, meu marido e eu não conseguimos dormir, pois ficamos conversando sobre o que iríamos fazer, uma vez que esperávamos um e de repente, nos ofereceram dois de uma só vez! No dia seguinte, demos nossa resposta, e foi um sim, com muita alegria!!!
Fomos conhecê-los no dia 16 de agosto e nos apaixonamos... eles eram maravilhosos, meigos e realmente dois bebês... o mais velho estava começando a andar e o mais novo era tão pequeno que parecia recém nascido... Ainda no dia 16, ficamos sabendo que se desse tudo certo c/ os papéis da guarda provisória, levaríamos os dois pra casa no dia 21 de agosto. Do dia em que os conhecemos até o dia de levarmos p/ casa, são cinco, por isso digo que tive uma gestação em cinco dias! Não tínhamos nada pronto p/ receber um bebê em casa, e no nosso caso, dois bebês! Aí começou a correria... nossa família e nossos amigos nos ajudaram muito... um amigo pintou o quarto, outro emprestou berço, meu irmão colou as faixas, minha mãe e minha amiga passaram as roupinhas que ganhamos de muitos amigos... sei que de repente estava tudo lindo e tudo pronto p/ recebê-los, como num conto de fadas... mas era bem real! No dia que os levamos p/ casa, foi uma festa! Todos nos aguardavam ansiosos p/ conhecê-los! Hoje, o João Paulo está c/ 3 anos e o João Vitor c/ 2, que acabaram de completar em maio... e nós comemoramos, c/ muita alegria e amor, o segundo ano conosco!!!
Posso dizer para todos os casais que se encontram na dúvida, se adotam ou não uma criança, que como mãe de coração, me sinto muito realizada (como mãe e como mulher) e que o sentimento, o afeto e o amor são exatamente os mesmos de uma mãe que gera durante os nove meses...
Vale a pena também relatar que antes de entrarmos c/ os papéis de adoção, meu marido e eu tentamos por três vezes o processo de fertilização in vitro, o que nos gerou um desgaste emocional e financeiro muito grande... não digo isso p/ desmotivar quem quer tentar, mas apenas p/ alertar que nesse processo não há certeza de absolutamente nada... e que no processo de adoção, mesmo que demore alguns anos, os interessados terão sucesso e uma satisfação indescritível...

Abraço a todos...


Kelen H. D. Rodrigues, mãe do João Paulo e do João Vitor







quinta-feira, 8 de maio de 2014

Um telefonema









Ola, primeiro gostaria de contar a todos que, minha prima Silvana e esposo receberam a linda Maria Luiza, ela tem 7 meses, tenho certeza que foram dias de angustia e ansiedade, mas pelo que vejo tudo compensou,   depois de 3 anos de espera, a filha chegou, presente para os dias das mães.
Nós estamos  na espera, ninguém diz nada, mas é normal, o telefone só ira tocar, quando ele chegar,
minha amiga Vanessa me surpreendeu me perguntando, "já imaginaram que uma ligação ira mudar a vida de vocês" na verdade não, ai comecei a pensar, no caso da mãe biológica o que muda a vida dela? acredito que um exame com  a  palavra "positivo" e infelizmente a palavra "positivo" nem sempre é um boa noticia, se fosse não haveria aborto, abandono e vários tipos de violência.
O telefonema deve ser ótimo, falo que deve, porque o nosso telefone ainda não tocou ,    mas para todos interessado em adotar é   feito um processo, uma reflexão, e se espera anos e anos, ai o telefone toca, mudando a vida do casal, sem a espera de 9 meses, sem roupa, sem quarto pronto, sem brinquedos,sem fralda, sem o pai esperando na recepção da maternidade, deve ser uma experiência muita boa, Não que todos os pais adotivos sejam bons, esta semana mesmo assisti uma triste matéria, no bom dia brasil, de uma criança de 1 anos e 8 meses, que morreu por violência física, causada pelo pais adotivos, fora as devoluções, não  é comum mas acontece.
Quero finalizar desejando a todas boas mães kkkkkkk, um feliz dia das mães, que Deus abençoe sempre seu Dom.
até

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pai e filho

"Afeto permanente"


Hoje um aluno me afirmou que não consegue se imaginar no papel de pai, a afirmação engatilhou um diálogo que me ajudou a refletir um pouco mais sobre a paternidade e a dificuldade de educar contemporaneamente.
Algo que percebo muito claramente na relação pai filho que se revela na escola é uma espécie de abandono, um abandono aparentemente natural e comum, mas extremamente prejudicial às relações humanas. Contemporaneamente as relações são pautadas pela efemeridade, assim como consumimos commodities transferimos a atitude do consumo para as pessoas,e para natureza, assim que usadas e instrumentalizadas são descartadas, abandonadas. Há pouco tempo assistindo uma reportagem dessas de férias, deparei-me com a seguinte manchete: “Em época de férias os casos de abandono de animais aumentam drasticamente.  
Há uma reificação com a vida, que não deveria existir, qualquer tipo de vida não pode ser consumida e descartada ou mesmo abandonada, há milhares de pessoas que vivem juntas e são tão abandonadas quanto quem vive em uma casa de recolhimento, quando o pai não vai às reuniões de escola, quando não se preocupa com a saúde de seu filho, quando não senta ao seu lado para conversar, sentir seu cheiro, olhar nos olhos. A paternidade se caracteriza por uma relação permanente, contínua de cuidado. Isso assusta os indivíduos que se propõe a pensar, será que há coragem para encarar tal responsabilidade?
Não compramos a felicidade, não compramos nossos relacionamentos, nem mesmo a confiança, essa constatação gera uma angústia, pois muito mais fácil seria se pudéssemos comprar, pois confiança, amor e carinho não consumimos, confiança, amor, carinho, compaixão, concórdia, entendimento nós cultivamos, sempre há algo pra ser aprimorado, num diálogo sem fim com a realidade e com as pessoas, isso da trabalho e quem pode e deve fazer somos nós mesmos.
até



segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Amor Sincero....Uma adoção diferente...


Hoje recebi um convite da minha amiga Claudia, para deixar um depoimento neste Blog lindo e que eu a ajudei a desenvolver... ahhh me emocionei...fiquei muito feliz, contar minha história com minha enteada Larissa, também é uma adoção né?!...bom, nunca imaginei que isso um dia aconteceria....rs

Vamos lá...
Tudo começou em 13 de maio de 2009, foi o dia que eu a conheci, foi o dia que na época meu namorado, hoje meu marido me apresentou a filha dele. Ela tinha apenas 02 aninhos, loirinha, cabelinho curtinho enroladinho, parecia um anjinho... Eu sempre gostei de criança, tanto que tenho um sonho de ser mãe, então não foi difícil à gente se dar bem no primeiro momento... Claro que tive que acostumar com tudo, aprendi muita coisa, passamos por muita coisa também, mas hoje falo que pra mim e para o Ju só foi aprendizado...

Eu e a Larissa nos damos muitooooooooooo bem, tem gente que não acredita que isso possa acontecer, pode ser, mas não comigo e com ela...a nossa história é moldada totalmente diferente, vem de respeito, de amor, de brincadeiras...é parar a vida e ficar a tarde inteira brincando de casinha, de mamãe e filhinha, de panelinha, de jogo da velha, de dançar , assistir filme, de rir por bobeira, de tudo que podemos fazer junto com uma criança....

O meu amor por ela é grande, é um amor reciproco, isso é o melhor...eu vejo que o amor, o carinho que ela tem por mim é o mais verdadeiro que possa existir no universo, por mais que as vezes eu preciso chamar atenção dela, ou brigar um pouquinho, olho pra ela e falo “sua tia é chata né Lá” ela, “não é não”....rs...nem brigando eu sou chata....rs

Recebo cartinhas dela dizendo que me ama, desenhos da nossa família, é bom demais tudo isso...

Nesse período de quase 05 anos juntas, aprendi demais, porque nunca tive uma experiência assim, aprendia a dividir, aprendi mais sobre amizade sincera, aprendi e continuo aprendendo com ela, porque cada beijo, cada palavra tia te amo, cada gesto de carinho e ciúmes ... isso vale muito mais que qualquer coisa no mundo....

Já ouvi tanta coisa nesse tempo que o povo veio falar...”mas ela não é sua filha você nunca vai poder fazer nada pra chamar atenção dela”, logo você vai ouvir que “você não é minha mãe”,  “quando você for mãe, você vai ver como é diferente”...coisas que magoam e que dói demais...mas hoje, hoje eu não ligo mais não,  o povo pode falar o que quiser pra mim...não ligo, porque o amor que nós criamos uma pela outra é maior que qualquer palavra negativa que eu escuto.

Nunca deixei ela me chamar de mãe, sempre deixei muito claro pra ela, que eu sou a “Tia”, a “Boadrasta” a melhor amiga....e já venho sentindo isso, e posso falar, é emocionante demais...nesse ultimo fim de semana que ela ficou com a gente, tivemos papo de melhor amiga sabe, foi bonito de ouvir ela conversar comigo, não achava que seria assim, mas agora vejo que tudo que eu planejei esta acontecendo, e que eu sou a melhor amiga dela. O mais engraçado é eu e o Ju falando pra ela que ela vai ter irmãozinho, ela olha pra mim e fala, mas a Tia Tati , não pode ter filho, ela é muito magrinha....kkkkkkkkkkkk...eita ciúme....rs

Quero passar pra ela tudo que eu aprendi, quero dar exemplos que recebemos dos nossos pais....quero mostrar o certo sempre...quero educa-la como se fosse minha própria filha.

Também tenho que agradecer ao Julio, a confiança que ele tem em mim pra cuidar da filha dele, a felicidade que ele tem em ver nós duas juntas...a nossa cumplicidade em cuidar dela, de fazer a vidinha dela mais feliz, e ficarmos sempre unidos...

A nossa história é essa, o que prevalece é o amor, ela não é minha filha, não não é, mas é a minha melhor amiga, temos um amor de alma, e tão pequena, mas com coração cheio de carinho e de amor, que me ensina a cada dia, a cada sorriso, a cada olhar, a cada lágrima... E isso é o meu maior presente... 

domingo, 23 de março de 2014

Devolução de crianças após adoção

Ola, hoje não escreverei, postei este vídeo para vocês entenderem melhor como acontece a devolução em uma adoção, sempre digo que quando é filho biológico é abandono, e no caso do filho adotivo é devolução, pior é que na adoção não aconteceu uma gravidez indesejável, você procura o seu filho, é péssimo e triste esta situação, mas comum.              

domingo, 16 de março de 2014

Carta



Oi anjo, hoje vim escrever para você, te dizer o quanto é complicado para nós papai e mamãe estarmos grávidos de coração, não somos ansiosos, mas queremos muito que você chegue logo, conversamos com pessoas sobre gravidez sempre e percebemos que os desejos e os pensamento são os mesmos, como você será, seus olhos, seu cabelo, sua boca, sua personalidade, como é tudo em você, temos a preocupação sobre o amor que vamos oferecer, sobre a educação que vamos dar, sobre a base religiosa, tem coisa na vida que só vivendo para entender,  todo ser humano faz esta pergunta, será que adotar é a  mesma coisa que gerar? Se tratando de gravidez podemos dizer que sim, pois Deus nos deu a chance de viver isso, de poder te escolher, de entrar com um processo, e escolher um perfil, achamos maravilhoso esta oportunidade Divina, é bom ter amor o suficiente  para poder ter um filho de uma forma tao especial e enquanto esperamos pensamos, será que ele tem a mesma espera, sabemos que com o passar dos anos você não terá lembranças claras sobre isso, mas sabendo que irá querer saber como foi nossa espera, por isso fizemos este blog e escrevemos para você, desejamos que você venha com saúde e  muito amor no coração, sabemos que você já existe, sabemos que alguém já te fez  para nós, e isso nós deixa cheio amor, e esperando feliz da vida.