Sejam bem vindos, venham compreender o mundo da adoção, e saber um pouco de nossa opinião e historia neste processo!!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Tempo
Ola, faz tempo que não faço postagem, na verdade com o passar do tempo me pergunto, escrever o que? não tem novidades, nada de novo acontece em relação a nossa adoção.
E este ano em especial o tempo corre contra nós, vou explicar melhor, quando nós fizemos o processo as profissionais do fórum deixou bem claro uma coisa, se fizer 2 anos na fila e seu filho não chegar, vocês terram que fazer o processo tudo de novo, naquele momento nos olhamos e nada dissemos, ai saímos do fórum e falamos quase juntos, de novo não, sei que todos concordo que este processo é longo e desgastante, e tem gente que acha desnecessário, imagina passar por isso 2 vezes, isso se chama justiça certo? mais ou menos, acredito eu que se fosse justiça, já estaríamos com nosso filho, mas a burrocracia é assim mesmo.
Por isso que falo que o tempo corre contra nós, pois em 23 de dezembro deste ano, ira fazer 2 anos que estamos na fila, é torcer e orar, para ele chegar.
Falei com meu esposo para entramos em contato com o fórum e aumentar a idade máxima para 5 anos, e não 4 anos como foi pedido, pois tenho esperança de aumentar a chance, mesmo sendo apenas 1 ano a mais, ele disse que vai pensar, não tive uma resposta ainda, se ele disser sim, ligarei lá, quem sabe com esta atitude elas lembra que estamos na fila.
até
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Teu filho meu
Ultima postagem do ano, mas um ano que oramos para nosso filho que vai passar mais um natal sem os seus pais, ele e tantos mais, natal é família, ai penso, e os que se encontro nós abrigos, alguns tem as sorte de ir para famílias que os acolhe neste período, mas acredito que não seja privilegio de todos, hoje faz exato 1 anos que a juíza assinou o ok para nosso adoção, 1 ano, e o que pensar? a justiça é lenta? o tempo é exato este? ano que vem vou ter que pensar as mesmas coisas?, as famosas perguntas sem resposta.
Quero desejar a todos um feliz natal, e um 2015 de benções!, e vou deixar abaixo um lindo depoimento que copia de um atriz, achei comovente, ai resolvi dividir com vocês.
Titulo: Teu filho meu
Depois de anos a fio tentando engravidar, tratamentos sofisticadíssimos e muito medo de encarar a vida de frente, Catarina tomou coragem, olhou nos olhos de seu velho amado e fez a pergunta:
- Vamos adotar uma criança?
Ele nunca tinha tocado em tal possibilidade. Eles se amavam muito, eram cúmplices, mas esse terreno parecia minado. O número de investidas em tratamentos, com tantas esperanças esvaídas em sangue, já parecia ser em si um não à pergunta secreta que ela nunca permitiu que lhe saísse da garganta. Mas os anos estavam passando e Catarina não quis mais deixar a vida passar. Falou. Forte e lúcida.
A pergunta estalou no ar e, ao ouvi-la, ele chorou. Também ele nunca teve coragem de perguntar o que ela não tinha coragem de perguntar. Simples assim. Absurdo assim. E ao ouvir em voz alta a pergunta secreta, a vida se abriu em possibilidades. Voltaram a fazer amor sem resquícios científicos, esperando o bebê chegar. Tiago chegou um ano depois, já menino. Um lindo molequinho negro de 3 anos de idade. Foram para as cabeças sem exigir nada. Se inscreveram na universidade do amor e esperaram seu filho sem medo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
mercantilização infantil

Vamos lá vou
gastar minha vã filosofia para produzir uma breve reflexão sobre
mercantilização infantil. Tenho vagas lembranças dos brinquedos, das roupas, ou
tênis que tive na infância, não foram muitos com certeza não houve festas, nem
por isso fui menos feliz.
Lembro muito
bem de brincar com latas de sardinha para cavoucar na terra do quintal de casa,
de passar tardes batendo martelo pra construir carrinho de quatro rodas, ou de
caçar vaga-lumes no potreiro à noite, a saudade que tenho desse tempo é de não
ter preocupação ou valoração alguma.
Não tenho
estatísticas nem explicações mercadológicas ou sociológicas para o fenômeno da
mercantilização infantil, mas percebo que há a construção de sonhos voláteis
nas crianças e em seus pais que se materializam de acordo com a grana investida.
Há proliferação de bufês infantis que custam uma fábula para a realização de
uma festa, equipes de decoração uma verdadeira indústria que produz desejos e
os vende. Com o advento das redes sociais e do exibicionismo há maior
facilidade de acesso ás mega produções
infantis. Às vezes percebo que a realização dos pais é maior do que da criança
que na grande maioria das vezes se preocupa em brincar em se despreocupar de
tirar fotos e de soprar as velinhas. A indústria midiática fabrica sonhos
produz desejos com a intenção justamente de vendê-los, isso mesmo de vendê-los,
pois o que se quer no fundo é a obtenção de lucro, além disso, vejo também uma
excessiva adultização das crianças, meninas e meninos com maquiagem unhas
pintadas e roupas de adulto. Em tempos de Natal tudo isso se intensifica, uma
festa cristã que marca o nascimento do messias que na
grande maioria das vezes é deixado de lado em detrimento do abuso mercadológico
que entra em nossas casas todos os dias, trocar presentes é muito bacana mas o
que percebo é que essa data é na realidade manipulada pelo mercado para a
obtenção de lucro.
Isso revela a
mercantilização das nossas relações sociais, exprime uma máxima de que nossos
sonhos podem ser comprados, desvaloriza nossa humanidade nos torna cada vez
mais dependentes de coisas e menos afetuosos. Não abomino a mercantilização
vivemos em um mundo capitalista, acredito que junto com tudo isso deve vir uma
educação emancipatória por parte da humanidade para produzir uma melhor relação
com o mundo e com os outros, e deixar a crianças serem simplesmente crianças.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Novela
Ola,há alguns anos vemos novelas abordarem o tema: adoção, sempre de uma maneira discreta, a partir de 2012 este tema ganhou destaque nas novelas globais, primeiro foi na novela Avenida Brasil, no qual se buscava filho no lixão, algo meio confuso, não entendia aquele tipo de adoção, depois veio balançar este tema a novela Salve Jorge, não era uma adoção legal, e sim a compra de uma filha, Berna uma mulher rica, que caiu nas mãos de pessoas que faziam tráfico humano, criou muita polemica, muita gente não sabia que existia este tipo de trafico, sinceramente, nem eu sabia, no final a filha Aisha conheceu a mãe biológica, a mãe adotiva foi perdoada , todos viram como é desespero de uma mãe, logo na sequencia na novela Amor a Vida, o Niko adotou o Jayminho, foi de uma forma legal, mas surreal, pois foi pratica, rápida, sem fórum, sem entrevista, sem visita, sem passar por psicólogo,sem fila nacional, ele foi e escolheu, ah se fosse assim.
Outra exemplo inesquecível é o André na novela Em Família, que foi adotado pela Dulce, uma mãe maravilhosa, e ele um playboy, que tinha vergonha da mãe, e o autor tristemente colocava fala em um amiga de André, que dizia que era triste não saber quem era a mãe e o pai, será que este escritor não sabe que o significado de mãe, que é amor, cuidado, atenção, carinho e educação, e quem deu isso para o playboy, foi a mãe Dulce.
E agora esta no ar a novela Auto Astral, que tem 2 filhos adotados Marcos e Caique, filhos de Maria Ines, e mais uma vez, uma família rica, no qual os dois irmãos são rivais, na verdade criado como irmãos, e um jogo na cara do outro que não tem o mesmo sangue.
Nenhuma das novelas mostrou a adoção que vivemos na pele, nem uma novela mostrou que pobre também adota, que a dificuldade existe, que a espera existe, que a ansiedade faz parte, que a justiça é lenta, nenhuma novela trabalhou a nosso favor, nem uma levantou a bandeira, para que a adoção possa mudar, que possa ser mais rápida, é isso que as criança e casais que esperam a adoção merecem, algo transparente.
Minha opinião sobre a forma como o tema adoção é abordada nas novelas é um grão de areia na praia, mas não poderia deixar de expô-la. Desejo que famílias que planejam entrar com pedido de adoção, pais e filhos do coração, saibam que a história retratada no horário nobre é minoria. Se você dá amor, recebe amor, seja você nascido da barriga ou do coração.
Até
domingo, 12 de outubro de 2014
Adoção real
Meu nome é Leticia,
tenho 40 anos e estou feliz em poder compartilhar esta experiência tão
maravilhosa com vocês. Sou casada há 22 anos e desde que namorava meu marido
compartilhava com ele o desejo de adotar, dizia assim a ele: "Quero adotar
uma criança que ninguém quer", me referia a adoção tardia, gostaria que
fosse mais velho, não sabia até então se poderia gerar filhos, nos casamos em
1992 fui agraciada por Deus por 3 filhos maravilhosos, temos um rapaz com 20
anos, outro com 17, e uma garota linda com 14 anos, conheci minha filha adotiva
a mais ou menos 7 anos atrás, ela estudava na mesma sala da minha filha, são
amigas desde a 3° série, elas tem a mesma idade, amei ela desde o primeiro dia que a vi, meu marido não se envolveu a
princípio, pelo motivo de termos 3 filhos e não termos uma condição financeira
para mais um filho. Sempre orava para Deus tocar no coração do meu marido,
porque no meu coração sentia que ela era a pessoa por quem esperei desde os
meus 13 anos de idade, parece loucura! Mas quando é da vontade de Deus Ele move
céus e terra e nos dá a vitória. Enquanto isso ela fazia visita a outras
famílias que se interessavam em fazer uma convivência com ela, ela nunca soube
do meu interesse, para que não tivesse expectativas, não poderia adota-la sem o
consentimento do meu marido, um dia minha filha Nathalia chegou em casa falando
que a Ketilyn não queria mais fazer convivência com a família que ela estava
visitando, fiquei muito triste porque nesta época já orava para que Deus a
colocasse numa família que a amasse como eu amava, comecei a chorar enquanto
fazia o jantar, não entendia o porque de tudo aquilo e perguntava pra Deus
naquela hora: "Porque O Senhor não coloca este amor que sinto pela Ketilyn
no coração do meu marido? Porque ela já visitou tantas famílias e não deu certo
com nenhuma? Porque?". Subi em cima
de casa onde meu marido estava trabalhando e fiz todas estas perguntas a ele
chorando desesperada, ele não me respondeu nada, apenas me ouviu calado, era
uma segunda-feira dia 21/05/2012, desci para casa, acabei de fazer o jantar,
fui dormir chorando, passei aquela semana muito mal. Quando chegou a
sexta-feira dia 25/05/2012 (posso dizer que foi um dos dias mais marcantes da
minha vida), meu marido me fez a seguinte pergunta: "Vamos ao abrigo falar
sobre a Ketilyn?”, quanta felicidade senti naquele momento! Mais que depressa
fomos ao abrigo, quando ali chegamos fomos recebidos com a seguinte frase:
"Foi Deus que mandou vocês aqui!". A diretora do abrigo começou a nos
contar que havia tido uma conversa com Ketilyn , e gostaria de saber o motivo
pela qual ela não adaptara a nenhum dos lares que ela visitava, sendo que era
muito querida por todos, e que eles poderiam dar a ela tudo o que ela
precisava, e foi surpreendida com a seguinte resposta: "Eles podem me dar
de tudo, mas quando vou ter uma família?". Ela não estava interessada no
que poderia ganhar, ela queria de verdade ter uma família! Então a diretora a
perguntou: "Dentre as famílias que você conhece existe alguma a qual você
gostaria de pertencer? Alguma que você olhe e diz: eu queria ser desta família?".
Ela respondeu: "Existe sim tia, gostaria de ser da família da
Nathalia.". A diretora do abrigo ficou surpresa, porque ela sabia do meu
interesse pela Ketilyn mas não sabia do dela por nós, nesta hora meu marido
chorava muito e eu também. Fiquei muito feliz com o relato da diretora, tudo
estava se encaixando como um quebra-cabeça, o quebra-cabeça da minha vida, a diretora
disse a nós: "Não são vocês que a escolheram, ela foi quem escolheu a
vocês!". Neste dia demos início ao processo de adoção, alguns finais de
semana após ela visitava nossa casa para passar os fins de semana, pegávamos
ela na sexta e levávamos de volta no domingo, nós 5 sofríamos por
deixa-lá. Até que em 28/08/2012 obtivemos a guarda e demos continuidade ao
processo de adoção definitiva, Desde o fim de Agosto de 2012 temos vivido esta
experiência maravilhosa, foi tudo tão natural, ela se sentia membro da família,
mas confesso que para mim e meu marido parece que ela mora conosco desde sempre
é uma sensação mágica. Hoje somos uma família com 6 membros, tivemos nossas
dificuldades como por exemplo andávamos em 6 num único veículo (será que
poderia contar isso? É ilegal kkk). Deus tem suprido todas as nossas necessidades,
somos felizes, nos amamos! Meus filhos adotaram a Ketilyn conosco, eles a amam
demais! O que achei lindo é ver minha filha Nathalia que até então era a única
princesa da casa, dividir tudo o que ela tinha com a irmã, se eu podia comprar
duas blusinhas pra ela, agora compro uma pra cada uma, ela dividiu tudo mesmo,
os irmãos, os tios, os avós, e todos a acolheram com muito carinho.>Bem,
não precisamos de riquezas, de bens materiais, o que vamos levar dessa
vida?Quando
amamos com amor verdadeiro, temos tudo, por isso me sinto abençoada com a minha
família. Digo para a Kety que ela nasceu do meu coração, uma gestação que durou
mais ou menos 5 anos, mas ela nasceu. Quando penso que existem tantas crianças,
adolescentes, e até jovens com a mesma situação que a minha filha se encontrava
me entristeço, existem famílias que poderiam amá-las, acolhe-las, oro por eles
sempre. Tenho esperança que esta matéria seja um canal de benção a todos os
leitores e que as pessoas abram os corações para quem sabe tomarem uma atitude.
Bem, não quero dizer com isso que eles sofram nos abrigos, minha filha foi
muito bem cuidada e amada, agradeço a Deus por todos que cuidaram dela até a
gente chegar, mas acho lindo ela dizer "MINHA CASA", já se sentindo a
dona do pedaço! Kkk, por mais que eles trate bem, todos querem uma família.
Nosso processo de adoção se encerrou em 12/09/2014, nesta data peguei a certidão
de nascimento da minha filha com o nosso
sobrenome, e neste dia ela começou a nós chamamos de pai e mãe, ouvir isso foi
divino.
bíblia diz que os filhos são herança do Senhor, eu e meu marido nos sentimos
felizes por Deus nos ter confiado 4 heranças tão maravilhosas! Agradeço a
oportunidade de testemunhar o que Deus fez na nossa família, creia o seu
milagre vai chegar no tempo certo, no tempo de Deus!
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Longevidade e afetividade
Nas reuniões de família vejo meu
sogro falando sobre a ausência de filhos que se fazem presentes se questionando:
imagina se não tivesse pelo menos seis filhos! Sim ele teve seis filhos em um
tempo diferente, com mentalidades diferentes, relações econômicas e sociais diferentes.
Hoje as famílias são menores, se
organizam de maneira diferenciada, no entanto, percebo um discurso, ou uma
preocupação comum, a necessidade de possuir um filho para que na longevidade
não esteja sozinho e desamparado, sim possuir um filho, pois arquitetar uma
relação afetiva desse tipo é pensar de maneira possessiva e individualista,
pessoas não são objetos que consumimos, e depois descartamos, não somos donos
de ninguém a afetividade deve ser construída todos os dias. Há que se pensar
que filhos não são feitos para cuidar dos pais no futuro, essa não pode ser a
principal motivação para uma gravidez ou para uma adoção. O cuidado na longevidade
se constrói na cultura, cristaliza um ato de amor lindo, mas que não deve ser a
principal preocupação na hora da adoção.
Trabalhei em asilos estatais e
privados, vi e refleti sobre as condições em que os idosos viviam, ouvi muitas histórias,
nossa expectativa de vida esta aumentando como nunca o que exige que nos
coloquemos a pensar e discutir sobre isso, no entanto, uma ideia é clara, ter
um filho ou adotar não pode ser entendido como um mecanismo para fazer caridade
ou muito menos receber caridade, não é um negócio muito menos uma troca, a
adoção antes de mais nada deve ser um ato de amor e doação.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Tipos de Adoções...
Ola, quanto tempo não venho fazer postagem, minha amiga Tatiana deu esta sugestão, adoção de pessoas solteira e homossexual.
Sobre a adoção de solteiros, acredito que já falei no inicio do blog, mas vou falar novamente, nada muda, as pessoas tem muita dúvida sobre isso, solteiros pode adotar? Sim, o processo é o mesmo, documentação, entrevista, visita, análise, eu já sugeri adoção a uma conhecida solteira, mas tem algo que nem todos tem, o coração aberto para adoção.
Sobre o homossexual, é o mesmo processo se tratando de documentação, não existe uma Lei que permite esta adoção, o juiz que decide este tipo de adoção, e muitos casais gays buscam proteção na Lei de adoção que diz:
"É preciso que se deixe claro que a questão controvertida é sobre a adoção por casal homossexual, e não por pessoa homossexual. Reza o artigo 42 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - que podem adotar os maiores de vinte e um anos, independentemente de estado civil. [01] O artigo 1.618 do Código Civil dita que só a pessoa maior de dezoito anos pode adotar. Logo, conclui-se que qualquer pessoa que preencha tais condições pode adotar"
"É preciso que se deixe claro que a questão controvertida é sobre a adoção por casal homossexual, e não por pessoa homossexual. Reza o artigo 42 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - que podem adotar os maiores de vinte e um anos, independentemente de estado civil. [01] O artigo 1.618 do Código Civil dita que só a pessoa maior de dezoito anos pode adotar. Logo, conclui-se que qualquer pessoa que preencha tais condições pode adotar"
Como já disse no inicio, só precisa estar com o coração aberto, ter amor, e querer um filho, se é isso, vai a luta independente de sua escolha pessoal, a criança precisa de ser cuidada, de ser respeitada, de ser educada, de carinho a criança precisa de amar e ser amada, se for por um solteiro(a), 2 mulheres, 2 homens, isso não importa, o importante é estar disposto a viver este encontro de alma.
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