segunda-feira, 25 de maio de 2015

25 de maio



Ola, hoje é dia internacional da adoção, alguns canais de teve levantando o tema, não sei se de uma forma real, mas falar sobre o assunto já é valido, eu e me esposo não temos muito motivo para comemorar esta data, e acreditamos  que tem muitos casais que também não.
Gostaria de contar a vocês que em uma conversa com meu esposo decidimos aumentar a idade de nosso filho para 5 anos, pois acreditamos que com isso podemos ficar mais próximo na fila, ai eu liguei para o fórum e pedir para falar com a assistente social responsável pelo nosso processo, como era de se esperar ela estava em atendimento, ai deixei meu nome e telefones, para ela não ter que procurar o processo para ter o meu numero, facilitei para ela e nem mesmo assim ela retornou, isso já faz 6 dias, alguns deve estar pensando, vai ter que ligar novamente, é isso mesmo, se eu quiser vou ter que ligar, e depois tenho que aguardo ela marcar um dia para nós atender pois o casal tem que estar junto e no fórum, é vamos que vamos.
Ahhh sobre aquela nossa visita na casa de acolhimento, no qual prefiro chamar de abrigo, nada nem uma ligação.
Áté

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Avó




Ola, resolvi aparecer, vai fazer 2 meses que não atualizava o  blog, para ser bem sincera no ultimo mês eu tinha até esquecido que o blog existia, devido a outras dificuldades, as ultimas noticias que vocês tiveram continuam sendo a ultima, elas não chamaram naquele momento e depois nem um contato mais, nem uma ligação sequer para saber como nos sentimos, o que pensamos.
Nosso filho esta demorando tanto, que ele nem terá a oportunidade de conhecer a avó, minha mãe Celeste faleceu no ultimo dia 26, sei que ela de momento não aceitou muito bem esta adoção, mas tenho certeza que ela gostaria de ter conhecido o ultimo neto, o ultimo integrante da família, pois sabemos que os demais não terão mais filhos, somente eu, ela me chamava de princesa, a caçulinha da mamãe, pelo amor dela, eu sei que ela ia aceitar e amar nosso filho como neto, mas a vida não espera, a lentidão da justiça tira das pessoas a oportunidade de viver momentos incríveis com outras, assim como nosso filho não terá a oportunidade de ter um momento com avó materna, queria tanto ter levado ele para ela, queria tanto poder dividir com ela esta alegria, queria ver ela se derreter diante uma adoção, mas tudo isso vai ficar  só no ficar, no sonho........
até

terça-feira, 10 de março de 2015

Abrigo / Visita



Olá, hoje vim contar uma difícil experiência que eu e meu esposo vivemos semana passada, ligaram do Fórum nos convidando para visitar um abrigo e neste abrigo teria criança maiores, e que já estão para adoção, de coração aberto aceitamos ir para essa visita.
Esperamos por 5 dias, chegando lá nossa primeira surpresa foi o número de casais, fora nós, tinha uns 06 casais, era uma casa comum, isso é nem tão comum. Em Itu existem 03 C.E.A.C.A - Centro de Atendimento a Criança e ao Adolescente, ou seja 03 abrigos, fora o que já tem, no qual é enorme, foram alugada duas casas e dividiram as crianças...Continuando, nossa segunda surpresa foi que eram 08 crianças, todas maiores de 4 anos e no máximo 12 anos,  entre elas 05 irmãos, mais 02 irmãos, e apenas 01 que não tinha irmão, era o mais velho de todos, tinha 17 anos. Foi uma situação difícil para nós, eu não relaxei nenhum momento, conversei com eles, sentamos juntos, o  Ricardo até brincou de carrinho com alguns, mas.....
Algo muito mau organizado, com muita gente, sem uma conversa antes e nem depois,a justiça ainda mais lenta, não estão preparados para o novo, pois foi a primeira vez que a juíza de Itu deu permissão para casais conhecer criança que já estão para adoção.
Sei que vocês devem estar perguntando e ai??...Nós também estamos fazendo a mesma pegunta..... kkkkk,...ainda não entraram em contato novamente, na saída também não falaram nada.
Ahhh...gostamos do Gabriel, ele deve ter uns 9 anos, e na saída ele fala para meu esposo "Me leve tio".
Agora é esperar, esperar e espera na fé, e ver o que Deus prepara.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Tempo



Ola, faz tempo que não faço postagem, na verdade com o passar do tempo me pergunto, escrever o que? não tem novidades, nada de novo acontece em relação a nossa adoção.
E este ano em especial o tempo corre contra nós, vou explicar melhor, quando nós fizemos o processo as profissionais do fórum deixou bem claro uma coisa, se fizer 2 anos na fila e seu filho não chegar, vocês terram que fazer o processo tudo de novo, naquele momento  nos olhamos e nada dissemos, ai saímos  do fórum e falamos quase juntos, de novo não, sei que todos concordo que este processo é longo e desgastante, e tem gente que acha desnecessário, imagina passar por isso 2 vezes, isso se chama justiça certo? mais ou menos, acredito eu que se fosse justiça, já estaríamos com nosso filho, mas a burrocracia é assim mesmo.
Por isso que falo que o tempo corre contra nós, pois em 23 de dezembro deste ano, ira fazer 2 anos que estamos na fila, é torcer e orar, para ele chegar.
Falei com meu esposo para entramos em contato com o fórum e aumentar a idade máxima para 5 anos, e não 4 anos como foi pedido, pois tenho esperança de aumentar a chance, mesmo sendo apenas 1 ano a mais, ele disse que vai pensar, não tive uma resposta ainda, se ele disser sim, ligarei lá, quem sabe com esta atitude elas lembra que estamos na fila.
até

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Teu filho meu

        
 


         Ultima postagem do ano, mas um ano que oramos para nosso filho que vai passar mais um natal sem os seus pais, ele e tantos mais, natal é família, ai penso, e os que se encontro nós abrigos, alguns tem as sorte de ir para famílias que os acolhe neste período, mas acredito que não seja privilegio de todos, hoje faz exato 1 anos que a juíza assinou o ok para nosso adoção, 1 ano, e o que pensar? a justiça é lenta? o tempo é exato este? ano que vem vou ter que pensar as mesmas coisas?, as famosas perguntas sem resposta.
        Quero desejar a todos um feliz natal, e um 2015 de benções!, e vou deixar abaixo um lindo depoimento que copia de um atriz, achei comovente, ai resolvi dividir com vocês.
       
        Titulo: Teu filho meu



        Depois de anos a fio tentando engravidar, tratamentos sofisticadíssimos e muito medo de encarar a vida de frente, Catarina tomou coragem, olhou nos olhos de seu velho amado e fez a pergunta:
- Vamos adotar uma criança?
Ele nunca tinha tocado em tal possibilidade. Eles se amavam muito, eram cúmplices, mas esse terreno parecia minado. O número de investidas em tratamentos, com tantas esperanças esvaídas em sangue, já parecia ser em si um não à pergunta secreta que ela nunca permitiu que lhe saísse da garganta. Mas os anos estavam passando e Catarina não quis mais deixar a vida passar. Falou. Forte e lúcida.
A pergunta estalou no ar e, ao ouvi-la, ele chorou. Também ele nunca teve coragem de perguntar o que ela não tinha coragem de perguntar. Simples assim. Absurdo assim. E ao ouvir em voz alta a pergunta secreta, a vida se abriu em possibilidades. Voltaram a fazer amor sem resquícios científicos, esperando o bebê chegar. Tiago chegou um ano depois, já menino. Um lindo molequinho negro de 3 anos de idade. Foram para as cabeças sem exigir nada. Se inscreveram na universidade do amor e esperaram seu filho sem medo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

mercantilização infantil

                                       









Vamos lá vou gastar minha vã filosofia para produzir uma breve reflexão sobre mercantilização infantil. Tenho vagas lembranças dos brinquedos, das roupas, ou tênis que tive na infância, não foram muitos com certeza não houve festas, nem por isso fui menos feliz.
Lembro muito bem de brincar com latas de sardinha para cavoucar na terra do quintal de casa, de passar tardes batendo martelo pra construir carrinho de quatro rodas, ou de caçar vaga-lumes no potreiro à noite, a saudade que tenho desse tempo é de não ter preocupação ou valoração alguma.
Não tenho estatísticas nem explicações mercadológicas ou sociológicas para o fenômeno da mercantilização infantil, mas percebo que há a construção de sonhos voláteis nas crianças e em seus pais que se materializam de acordo com a grana investida. Há proliferação de bufês infantis que custam uma fábula para a realização de uma festa, equipes de decoração uma verdadeira indústria que produz desejos e os vende. Com o advento das redes sociais e do exibicionismo há maior facilidade de acesso  ás mega produções infantis. Às vezes percebo que a realização dos pais é maior do que da criança que na grande maioria das vezes se preocupa em brincar em se despreocupar de tirar fotos e de soprar as velinhas. A indústria midiática fabrica sonhos produz desejos com a intenção justamente de vendê-los, isso mesmo de vendê-los, pois o que se quer no fundo é a obtenção de lucro, além disso, vejo também uma excessiva adultização das crianças, meninas e meninos com maquiagem unhas pintadas e roupas de adulto. Em tempos de Natal tudo isso se intensifica, uma festa cristã que marca o nascimento do messias  que  na grande maioria das vezes é deixado de lado em detrimento do abuso mercadológico que entra em nossas casas todos os dias, trocar presentes é muito bacana mas o que percebo é que essa data é na realidade manipulada pelo mercado para a obtenção de lucro.

Isso revela a mercantilização das nossas relações sociais, exprime uma máxima de que nossos sonhos podem ser comprados, desvaloriza nossa humanidade nos torna cada vez mais dependentes de coisas e menos afetuosos. Não abomino a mercantilização vivemos em um mundo capitalista, acredito que junto com tudo isso deve vir uma educação emancipatória por parte da humanidade para produzir uma melhor relação com o mundo e com os outros, e deixar a crianças serem simplesmente crianças.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Novela



Ola,há alguns anos vemos novelas abordarem o tema: adoção, sempre de uma maneira discreta, a partir de 2012 este tema ganhou destaque nas novelas globais, primeiro foi na  novela Avenida Brasil, no qual se buscava filho no lixão, algo meio confuso, não entendia  aquele tipo de adoção, depois veio balançar este tema a novela  Salve Jorge, não era uma adoção legal, e sim a compra de uma filha, Berna uma mulher rica, que caiu nas mãos de pessoas que faziam tráfico humano,  criou muita polemica, muita gente não sabia que existia este tipo de trafico, sinceramente, nem eu sabia, no final a filha Aisha  conheceu a mãe biológica, a  mãe adotiva foi perdoada , todos viram  como é desespero de uma mãe, logo na sequencia na novela Amor a Vida, o Niko adotou o Jayminho, foi de uma forma legal, mas  surreal, pois foi pratica, rápida, sem fórum,  sem entrevista, sem visita, sem passar por psicólogo,sem fila nacional, ele foi e escolheu, ah se fosse assim.
Outra exemplo inesquecível é o André na novela Em Família,  que foi adotado pela Dulce, uma mãe maravilhosa, e ele um playboy, que tinha vergonha da mãe, e o autor tristemente colocava fala em um amiga de André, que dizia que era triste não saber quem era a mãe e o pai, será que este escritor não sabe que o significado de mãe, que  é amor, cuidado, atenção, carinho e educação, e quem deu isso para o playboy, foi a mãe Dulce.
E agora esta no ar a novela Auto Astral, que tem 2 filhos adotados Marcos e Caique, filhos de Maria Ines, e mais uma vez, uma família rica, no qual os dois irmãos são rivais, na verdade criado como irmãos, e um jogo na cara do outro que não tem o mesmo sangue.
Nenhuma das novelas mostrou a adoção que vivemos na pele, nem uma novela mostrou que pobre também adota, que a dificuldade existe, que a espera existe, que a ansiedade faz parte, que a justiça é lenta,  nenhuma novela trabalhou a nosso favor, nem uma levantou a bandeira, para que a adoção possa mudar, que possa ser mais rápida, é isso que as criança e casais que esperam a adoção merecem, algo transparente.
Minha opinião sobre a forma como o tema adoção é abordada nas novelas é um grão de areia na praia, mas não poderia deixar de expô-la. Desejo que famílias que planejam entrar com pedido de adoção, pais e filhos do coração, saibam que a história retratada no horário nobre é minoria. Se você dá amor, recebe amor, seja você nascido da barriga  ou do coração.
Até