domingo, 9 de março de 2014

Preciso






Ola, hoje estou sem inspiração nenhuma, acredito que seja por este motivo que eu não fiz a postagem na ultima semana,  mas preciso me inspirar, preciso acreditar, preciso me animar nesta espera, como todos sabem o tempo é algo bom, mas no mesmo tempo ruim kkkkk, a história continua nos rodeando, pior que essa historia é de longa espera, conheci uma pessoa que há 5 anos está na espera, isso é muito louco, na verdade se daqui 2 anos nosso filho não chegar, elas nos chamarão para fazer o processo todo novamente, já falei sobre isso aqui, e nós já conversamos sobre isso, e decidimos não passar pelo processo pela segunda vez, por este motivo, oro muito para que nosso filho chegue nestes próximos 2 anos, hoje um amigo me disse, mas não tem criança no seu perfil em nenhum abrigo, e eu disse, tenho certeza que tem, mas não sei como funciona o processo, não sei como é a procura por ele, da vida da gente eles querem saber tudo, onde mora, com o casal vive, quanto ganha, onde trabalhar, como foi a infância a adolescência, como é a família, os amigos, agora nós, não sabemos nada sobre o processo, eles passam o básico e deixa o casal aqui esperando e esperando.Há uma cobrança por transparência por parte do judiciário das assistentes sociais e psicóloga coisa que não acontece em relação a eles, o que acaba desumanizando o processo de adoção e desanimando quem faz parte dele.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Crucial


Ola, na semana passada não fiz postagem, pois com a morte de um primo fiquei sem inspiração.
E hoje vim falar sobre processo das crianças que se encontram nas casas de acolhimento, quando falamos na demora de adoção, todos falam, mas e os abrigos cheios? É realmente estão cheios sim, mas as crianças que estão lá não estão para adoção,  do mesmo jeito que temos um processo de adoção, cada criança também tem um processo legal que o acompanha, pois quando ela é tirada da família e vai para lá, começa o processo, primeiro a assistente social tem que ter certeza de que os pais não tem condições de ficar com a criança, se estiverem desempregados tem que esperar os pais se estabelecerem e devolver a criança, se forem drogados tem que tentar os pais deixarem o vício, se for caso de violência, ai tem que provar para a juíza dar o aval, e se os pais não quiser a criança, o abrigo tem que procurar avós, tios, primos de todos os graus, para ver se alguém quer ficar com a criança, pois quando todas a possibilidades forem esgodas, ai sim a criança vai para adoção, tudo isso seria rápido, se a justiça não desse 2 anos, isso mesmo 2 anos para este processo, é muito tempo, imagina 2 anos. Nós pedimos nosso filho de 2 à 3 anos, se ele vai para lá com 2 e eles demorarem o prazo máximo, a criança vai ter 5 anos, ai fica tarde para ele, por isso que as crianças crescem lá, porque a justiça não facilita, sei que eles devem imaginar que a demora é crucial para estas criança, mas isso não abala quem faz a lei, e nós lamentamos muito por isso.
Até

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Desabafo



Ola, hoje estava eu conversando com Ricardo,  falando sobre pessoas que não aceitam a adoção, ai pensei comigo mesmo, é fácil não aceitar, primeiro quando pensa só em si mesmo, segundo quando se acha que pode ter filhos, pois sabemos que a maioria dos casais que adotam adotam porque não podem ter filhos.Nenhuma pessoa imagina que não irá poder engravidar, e muitos pensam, se não posso engravidar faço inseminação, na verdade não são todos os casos que podem fazer a inseminação, sei que tem gente que não sabe, mas existe a falta de espermatozóde, zero, nada, e ai o que fazer??de repente em um momento como este deixa de ser uma pessoa que só pensa em si.
Nós sempre escutamos duas perguntas, uma porque não fizemos inseminação? e outra, porque não o bebe?
sobre a inseminação, foi decisão nossa em não fazer, sabemos que este processo é um conto de fadas para muitas, mas para a maioria é  um sofrimento a cada tentativa, ai decidimos não fazer, sobre o bebe, ai vemos o preconceito da adoção tardia, para nós tem o amor, e vamos amar independente da primeiras palavras serem para nós ou não.
Sei que não devemos nos incomodar com os preconceitos de alguns, mas como casal vamos ter que conversar muito sobre isso, e vamos ter que encarar isso no nosso dia-a-dia, pois quando ele chegar, iremos viver na pele , pior é saber que tem gente próximo, tudo bem, que venho o nosso filho, e que o amor possa transformar os corações  dos próximo, e se isso não acontecer não importa, seremos uma família e o nosso coração e nossa vida ele vai transformar.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Devolução








 Ola, hoje vim falar um tema repetitivo, mas acredito que ele se repetirá mais vezes, o pior é que é algo triste. Há alguns dias atrás fiquei sabendo de um caso de devolução bem próximo, na verdade não conheço a pessoa, uma amiga me contou, a tal mãe adotiva fez uma adoção tardia, já com 6 anos, adotou uma menina, ai quando chegou aos 13, quando os adolescentes ficam difíceis, a tal mãe adotiva resolveu devolver a "filha", ela descobriu que não servia para ser mãe, que aquela "menina" estava atrapalhando a vida dela, o casamento dela. Ai todos me perguntam: mas pode devolver? A minha pergunta é, e pode abandonar? "Não poderia", acho que já disse isso, mas a diferença entre o filho biológico e o adotivo, é a forma de falar, filho biológico abandona, filho adotivo devolve, agora você que é uma mãe,de barriga,  alma ou de coração, me responde, faz diferença?
até

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Afeto !

Ola, quando me proponho a pensar sobre o fato de que dentro de algum tempo a adoção vai se efetivar, algumas questões me põem a pensar sobre a atenção e o amor. Acredito seriamente na possibilidade de aprender a gostar, de aprender a amar, isso acontece com um exercício diário, permanente. Assim como tudo na educação não se aprende nada do dia para a noite, deve haver dedicação e cuidado com nossas relações afetivas, isso acontece muito instantaneamente em nossas relações, pessoas com as quais tínhamos grandes amizades às vezes se distanciam os encontros se tornam escassos, e o amor já não é mais o mesmo, é claro que no caso de uma relação afetiva como o matrimonio ou de uma adoção tudo se torna mais intenso, por isso requer doses extras de cuidado, de afeto e atenção, que possam sustentar tal amor, pensando nisso uma dúvida me incomoda, como desenvolver esse amor e atenção permanentes em um mundo onde tudo é instantâneo e comercializável?

Tudo podemos comprar menos afeto verdadeiro, amizades verdadeiras, o presente é um fetiche triste e ilusório que trás a impressão de que é possível enganar os afetos. Instantaneamente momentaneamente isso é possível, mas quando o frenesi acaba volta também à falta dos afetos. Há um país onde os casamentos são arranjados no nascimento, o primeiro contato entre os noivos é depois do casamento, pra nós brasileiros ocidentais isso é um crime, mas ouvindo um guru falar sobre essa forma de se casar, algo me chamou atenção: ele defendeu a possibilidade do amor ser construído e reconstruído cotidianamente. Não que eu defenda essa modalidade de casamento, mas o uso de exemplo, não há poções mágicas para o amor e a afetividade há sim cuidado e dedicação, tomara eu e minha mulher sejamos portadores de cuidado, dedicação e amor.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Gravidez







Ola, agora vou contar mais tranquila, semana passada eu esta big agitada, recebi a visita da promotora, ele não sabia me dizer nada, é entregue e tchal kkkkk, ai eu  liguei para a assistente social, ela falou que agora o processo retorna para ela, "assistente social e psicóloga", e elas  iram nós escrever no livro de adoção de itu, e na lista  nacional, mas como nós queremos menino e com 3 anos, não devemos nós preocupar muito com a tal fila, pois assim que a justiça habilitar  uma criança no nosso perfil para adoção, elas nós comunica, quando se fala em perfil, fala em sexo, idade, cor e etc.., pois preenchemos um questionário com um monte de pergunta, assim é definido o tal perfil,  agora é esperar, o ultimo  passo foi dado, agora posso me considerar gravida, estou gravida,  vamos ver se vai durar menos de 9 meses, ou mais de 9 meses, o importante é ter cuidado com ansiedade, curtir a gravidez, continuar orando, para que seja no tempo de Deus, e que seja escolhido por ele, pois nós não vamos  ver nem uma criança, não podemos nem ir em casa de acolhimento, elas liga e fala, "chegou seu filho", ai teremos mais ou menos uns  20 dias de adaptação, no qual ele ficará  com nós o fim de semana e  volta para a "casa de acolhimento" durante a semana, ai se iniciará um novo processo  para nós.
Até

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Janeiro


Ola, hoje vim fazer a minha menor postagem, vim contar que o ano começou com boa noticia, estamos na
fila, a juiza nos habilitou para adoção, agora aguardar o último passo, que é o filho, agora esta mais próximo, peço a todos orarem por nós, que Deus escolha nosso filho.
Até